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CIGARRO: Especialista afirma que tabagismo deve ser considerado como doença |
LOC/REPÓRTER: Este domingo, 29 de agosto, é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, anualmente quase cinco milhões de pessoas no mundo morrem em consequência dos problemas relacionados ao cigarro. Só no Brasil, são duzentas mil mortes por ano. O técnico da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer, Ricardo Meirelles, explica porque o do Dia Nacional de Combate ao Fumo deve ser lembrado.
TEC/SONORA:técnico da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer – Ricardo Meirelles
"A ideia é exatamente fazer com que as pessoas se conscientizem sobre o problema do tabagismo, o tabagismo como um problema de saúde, o tabagismo como uma doença, como uma dependência, os malefícios do tabagismo não só para as pessoas que fumam e com isso fazer com que cada vez mais pessoas que sejam fumantes se sensibilizem a querer deixar de fumar e os não fumantes não comecem a fumar. A meta é sempre chamar a atenção, colocar em foco o grande problema de saúde pública que é o tabagismo."
LOC/REPÓRTER:Ricardo Meirelles acrescenta que entre os brasileiros que fumam, 52 vírgula 1 por cento pensam em abandonar o cigarro, mas não conseguem. Ele explica que a nicotina vicia e esse é drama dos fumantes.
TEC/SONORA:técnico da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer – Ricardo Meirelles
"A grande dificuldade é porque ele ta usando uma droga poderosa, que é a nicotina. Tabagismo é doença porque hoje nós sabemos que as pessoas que fumam são dependentes de nicotina. Então é a mesma coisa da pessoa usar crack, fumar maconha, o alcoolismo, cheirar cocaína, enfim, a nicotina é uma droga que age no cérebro levando à dependência. Então o quê acontece? Quando a pessoa fuma, a nicotina chega no cérebro e no cérebro rapidamente ela vai liberar substâncias químicas que dão sensação de prazer e bem-estar muito grande."
LOC/REPÓRTER:O técnico da Divisão de Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer, Ricardo Meirelles, afirma que é possível, sim, parar de fumar. Em primeiro lugar, a pessoa precisa querer e, depois, procurar tratamento médico. Apesar do câncer de pulmão ser o mais freqüente entre os fumantes, o cigarro pode provocar mais de cinqüenta tipos de doenças.
Reportagem, Juliana Costa
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